
O ponto de bloqueio exerce psicologicamente um efeito devastador e desgastante não só nos cortadores, bem como em toda a equipe adversária
COLUNISTAS
Antonio Rizola Neto
Vai acabar... | Vai acabar... |
|
| 18-Abr-2008 | |
|
Apesar da final esperada, a Superliga Feminina mostrou um equilíbrio muito maior que as anteriores, com o aparecimento de jovens jogadoras e a surpresa em algumas partidas No próximo sábado acaba a Superliga Feminina 2007/2008. Uma final esperada??? Ninguém pode negar que sim. Hoje o voleibol, está cada vez mais relacionado com o valor do investimento nas equipes. Comissão técnica, atletas, infra-estrutura e divulgação. A relação é diretamente proporcional: maior investimento = melhores resultados. Acredito quem poucos podem negar essa relação, são raríssimos os casos em que não ocorre o esperado. A zebra no voleibol dificilmente ocorre, mas o espetáculo está cada vez mais interessante. Os mais céticos dirão que sabiam quais seriam as equipes que chegariam à final, porém, esses mesmos assistindo aos jogos não arriscariam apostar nesta ou naquela equipe. Depois que Colombo colocou o ovo em pé, a verdade passou a ser de todos. A Superliga 2007/2008 proporcionou jogos de grande qualidade técnica e resultados surpreendentes. Primeiro gostaria de salientar mais uma vez a melhora do interesse pelo campeonato. Acredito que seja pelo sistema da competição. Depois várias situações criaram uma expectativa boa para o campeonato. A Final do primeiro torneio não foi, como todos “conhecedores” diziam, entre Finasa e Rexona. A presença da equipe de Brusque, Brasil Telecom, causou novo interesse no campeonato e ao meu ver foi muito bom para o voleibol feminino brasileiro. Ao mesmo tempo, a equipe de São Caetano/ Detur, aproveitando de seu conjunto, conseguia resultados que a colocaram em quarto lugar na classificação da primeira fase. Por pouco não tivemos essa equipe em uma final de Torneio. Até mesmo a equipe do Fiat/Minas teve sua chance de chegar à decisão do 4º torneio, quando obteve uma seqüência boa de vitórias. Surpresa grande foi a vitória do Sport Recife frente ao BrasilTelecom. É claro que muitos fatores interferem em um resultado de uma partida, mas a vitória da equipe pernambucana não era esperada. Tudo isso colocou no campeonato um temperinho a mais, para sair do que todos pregavam. A equipe do Pinheiros/Blausiegel, que teve um campeonato não muito regular e enfrentou alguns problemas, surpreendeu nas quartas-de-final, classificando-se para a semifinal e eliminando a equipe de São Caetano, que vinha com uma boa campanha na competição. A outra partida da fase de oitavas que causou boa expectativa foi a partida entre a equipe do Fiat/Minas e o BrasilTelecom, por pouco não chegaram à terceira partida. Creio que as equipes com menor investimento, Vôlei Futuro/Unidas, Banespa, Mackenzie/Cia do Terno e Sport Recife, fizeram o seu papel e decidiram as últimas vagas para o playoff nas últimas rodadas. Por sinal, várias jogadoras dessas equipes tiveram oportunidade de jogar e apresentaram um voleibol de alto nível, com destaque em vários fundamentos. Bons valores surgiram nesta Superliga. Reservo-me o direito de não citar nomes neste momento, porém os amantes do voleibol observaram que atletas que nunca atuaram na Superliga ou mesmo que nunca foram titulares, tornaram-se conhecidas do público pela qualidade técnica que apresentaram. A grande discussão que gostaria de deixar em aberto é a questão da valorização do investimento dos clubes e patrocinadores quanto à continuidade do trabalho. Temos que criar e discutir mecanismos para atrair parceiros e mais mecanismos principalmente para mantê-los no voleibol. O voleibol italiano, que mantém um volume muito maior que o nosso de equipes nas diversas divisões, pode se manter vivo pela posse do “cartelino”, ou seja, passe dos atletas. Tenho certeza que esse mecanismo de proteção dos clubes e investidores facilita a projeção de gastos para a temporada e em muitos casos promove ganhos econômicos para clubes e atletas. Hoje, no Brasil, quem ganha é o atleta e o procurador. Sei que a grande dificuldade é a legislação brasileira, mas temos que discutir e buscar mecanismos para fomentar esse movimento que dita normas. Organização e competência para isso o voleibol brasileiro já mostrou que tem. |
|
| Atualizado em ( 18-Abr-2008 ) |
| Próximo > |
|---|

"Palavras que não podem expressar o nosso...
29 de dezembro de 2006, um dia histórico para o esporte...
Vários são os motivos que levaram o Finasa a deixar o...
Aptidão física pode ser entendida como a habilidade...
O que fazer quando a ansiedade começa a atrapalhar nos...
Apesar da final esperada, a Superliga Feminina mostrou um...