Menu Content/Inhalt
Home seta COLUNISTAS seta Mauricio Jahu seta É hora de mudar, mas não para pior
É hora de mudar, mas não para pior E-mail
27-Abr-2009
Imagem AtivaVários são os motivos que levaram o Finasa a deixar o esporte. Foi um "basta" que revela uma atitude corajosa de rompimento
 
O desgaste e o descontentamento eram evidentes. Era hora de mudar, mas não para pior. É hora de mudar, mas não para pior.

Os clubes que se aventuram a manter um time de vôlei bancam tudo: jogadores, inclusive quando eles estão na Seleção; arbitragem e até passagens e hospedagens, “trocadas” por placas e espaços nas camisas das equipes. O acordo desigual que privilegia a Confederação e as Federações e tira dos clubes o poder maior de investimento parece eterno por falta de coragem dos próprios clubes.

O Finasa era um dos maiores investidores entre os dois torneios da Superliga. O “basta” revela uma atitude corajosa de rompimento, que já aconteceu no basquete com o BCN.

Na queda de braço perdida pelo esporte, veja alguns dos motivos da decisão do Finasa:

- As constantes mudanças nos horários das partidas (mais de 50 alterações)

- A fórmula de disputa alterada e a promessa de transmissão das finais dos turnos pela TV aberta não foi cumprida.

- A final em partida única num campeonato de seis meses.

- A opção de muitos veículos de comunicação de usar o nome das cidades e não dos patrocinadores.

- A CBV (Confederação Brasileira de vôlei) fechou um contrato com o Banco do Brasil e cedeu os direitos das placas de publicidade da fase final da Superliga sem antes consultar ou oferecer aos próprios clubes (que mancada!!!).

As equipes da Superliga precisam de maior visibilidade na mídia. Investem também por causa disso. A exclusividade em TVs aberta e fechada diminui sensivelmente a exposição. Outras mídias como Web Rádio e Web TV foram mal exploradas. Já pensou os jogos e as decisões da Superliga sendo transmitidos por 3 ou 4 TVs ?

Segunda-feira, no Rio de Janeiro, os clubes se reúnem com a Confederação para traçar os novos rumos da Superliga. É a chance de mudar essa história. A Superliga tem tudo para crescer, mas é, rotineiramente, maltratada pelos pares: emissora detentora dos direitos na TV, clubes, Federações e a Confederação.

O Italiano é um bom exemplo de campeonato organizado e administrado com competência por uma liga de clubes.  Lá estão os melhores estrangeiros do planeta, com exceção de alguns brasileiros e russos.

Na teoria, os dirigentes dos clubes têm todas as respostas para transformar o vôlei brasileiro, mas não colocam em prática as necessidades de mudança. Aceitam um pacote que vem pronto da Confederação. Segunda-feira isso muda? Depende dos clubes, exclusivamente dos clubes, ou a fila vai continuar andando, cada vez menor, cada vez menos atraente, cada vez mais triste, como o fim do Finasa.
 
Publicado no Diário Lance!
 
Próximo >

COLUNISTAS

Image
O ponto de bloqueio exerce psicologicamente um efeito devastador e desgastante não só nos cortadores, bem como em toda a equipe adversária
 
Image"Palavras que não podem expressar o nosso...
Image29 de dezembro de 2006, um dia histórico para o esporte...
ImageVários são os motivos que levaram o Finasa a deixar o...
ImageAptidão física pode ser entendida como a habilidade...
ImageO que fazer quando a ansiedade começa a atrapalhar nos...
ImageApesar da final esperada, a Superliga Feminina mostrou um...


Advertisement
Advertisement